CAFÉ CONCERTO
ESCOLA EB 2.3 DE
BAGUIM
29 – 07 – 2001
21 horas
1900 – 1910
(Power point)
Portugal entra no século XX frustrado com a perda de
parte do seu império colonial e desanimado com as condições impostas pelo
Ultimatum inglês.
Sobrevém, então, a exaltação
patriótica de heróis nacionais, de que
Camões é o máximo expoente. 01
Portugal é um país com elevada
taxa de analfabetismo e com saúde débil. 02
A industrialização iniciada no
final do século progride lentamente. Portugal continua a afirmar-se como país
agrícola e artesanal. É o país europeu com menor volume de comércio externo per
capita. Exporta, sobretudo matérias primas e vinho do Porto. 03 - 04
Neste contexto progride a
emigração, sobretudo para o Brasil. 05
Portugal é um país atrasado. A rede de gás mantém-se nas
ruas durante toda a década. 06
Em 1901, o carro eléctrico, antes
introduzido no Porto, chega a Lisboa. 07
O automóvel introduzido na década
anterior deslumbra. 08
O telefone e o telégrafo
confinam-se a alguns núcleos urbanos. Só em 1904 é que se estabelece a ligação
entre Lisboa e Porto. 09 - 010
No início do século todo o
protagonismo público é masculino – o homem é a autoridade e tem espaços para si
reservados. 011
O foot-ball regista um
crescimento de adeptos. Em 1903, surge o Boavista Foot.ball Club; em 1904, o
Sport Lisboa e Benfica; em 1906 o Sporting Club de Portugal e o Foot-ball Clube
do Porto. 012
O Teatro é o grande espectáculo
da época. 013
A nível económico, afirma-se o
comércio logista em detrimento do mercado e da feira. 014
D Carlos livre pensador e
constitucional mantém-se afastado dos assuntos do Estado já que prefere o
desporto, a caça, a ciência, a arte e a agricultura. 015
Em 1908, o rei é vítima de um
atentado da carbonária. 016
Em 5 de Outubro de 1910,
implanta-se a República. 017 - 018
(Passagem de modelos – música: Hino Nacional por Isabel Silvestre)
Ainda, em 1910, Augusto Gil publica Luar de Janeiro.
(Vânia Filipa e Pedro Plácido dizem Balada da Neve)
1910 – 20
(Power point)
Ao longo da década, a República
frusta todas as expectativas. 101
Verifica-se, então, uma constante
instabilidade política. 102
Em resultado da Lei da Separação do Estado da Igreja,
muitos eclesiásticos tornam-se conspiradores anti-republicanos. 103
Em 1914, eclode a 1ª Grande
Guerra, na qual Portugal se vê forçado a envolver para garantir os seus
direitos coloniais. São enviados para a Flandres 55 000 homens. 104
A guerra provoca carências de
géneros essenciais, aumento de preços, desvalorização da moeda, racionamento,
assaltos, confrontos e uma vaga de peste pneumónica. 105
Em 1917 , três crianças
analfabetas guardadoras de rebanhos, em Fátima, afirmam ter encontros mensais,
no sítio da Cova da Iria, com uma aparição que associam à Virgem Maria. 106
Em 1918, a instabilidade abre
caminho à tentativa ditatorial de Sidónio Pais. 107
A nível social, a República
considera os conjugues com os mesmos direitos no matrimónio, mas na prática o
estatuto da mulher não é modificado. 108
Durante a guerra, a mulher
destaca-se na retaguarda como enfermeira da Cruz Vermelha na Flandres ou em
Portugal, a promover campanhas a favor das vítimas. 109
O traje feminino muda
radicalmente– é abolido o espartilho rígido e imposto o fato de casaco e saia, de início comprida, mas ao
longo da década cada vez mais curta.
A gordura deixa de ser formosura.
A silhueta adelgaça-se. 111
(Passagem de modelos – música: Rapsódia Portuguesa de Manuel de Figueiredo)
Em 1915 publica-se a revista
literária que inicia, em Portugal o movimento modernista. Nela colaboram
Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros entre outros.
(Ariana e Cátia Daniela dizem Luís, o poeta, salva a nado o poema de
Almada Negreiros )
1920 – 30
(Power point)
As comunicações teleféricas, os
transportes motorizados, o cinema, a imprensa ilustrada e as máquinas impõem-se
em Portugal. 201/202/203
Os portugueses descontentes com a
República afastam-se da política. 204
Explode o consumo associado a uma
enorme alegria de viver.
A inflação galopante aconselha a
gastar, devido à constante desvalorização do dinheiro. 205
Crescem algumas grandes empresas
monopolistas. As grandes apostas fazem-se no comércio e na bolsa. 206
A república está desacreditada.
Progride a instabilidade de tal forma que diversos sectores começam a ansiar
uma mudança política no sentido do controlo social e estabilidade económica. 207
Assim, quando, em 28 de Maio de
1926, Gomes da Costa faz um levantamento das tropas em Braga e marcha sobre
Lisboa, é acolhido com entusiasmo. 208
Está o caminho aberto para a instauração do Estado Novo que
levará Salazar ao poder. 209
Em Lisboa , ao mesmo tempo que em
Paris, Berlim ou Nova Iorque, acompanha-se com espumante a jazz-band, o
fox-trot e o charleston – as roupas moldam o corpo e a cabeça de cabelo curto
vive a leviandade. 210
No entanto, a “loucura” dos anos
20 restringe-se à capital. 2111/212.
Para o final da década clama-se por ordem,
disciplina, moral e autoridade.
(Passagem de modelos – música: Maldita Cocaína cantada por Luís Cília)
Florbela Espanca edita no final
da década, no ano da sua morte, 1930, a obra Charneca em Flor:
( Sofia recita: Ser Poeta. )
1930 - 40
(Power point)
Portugal vive uma estabilidade
que contrasta com o vulcão em ebulição além-fronteiras. O responsável por esta
atmosfera é António de Oliveira Salazar. Com efeito, a década decorre sob o
signo do Salazarismo.que tudo controla. 301
- 302
Se o trabalho de persuasão e
mentalização se mostra insuficiente recorre-se à repressão. Instala-se, então,
um vasto aparelho que vai da censura prévia à polícia política, com
discricionários poderes de detenção, tortura e custódia ilimitada de presumíveis
opositores condenados ou não. 304 – 305 - 306
A Exposição do Mundo Português em
1940, festeja o Estado Novo e exalta o passado dos portugueses, devolvendo-lhes
o orgulho e a esperança. 307
Salazar mantém Portugal afastado
da 2ª Guerra Mundial. 309
É a década da consolidação do
poder.
O corporativismo obriga à
dissolução dos sindicatos livres. 3010
Reforça, nesse mesmo ano, o
aparelho do regime com dois organismos de inspiração fascista, a Mocidade
Portuguesa e a Legião Portuguesa. 3011 - 3012
No domínio do espectáculo, a
revista conserva a sua popularidade. No entanto, a censura torna-a menos
crítica. 3013
Os ideais educativos estão
expressos nas máximas de inclusão obrigatória nos livros escolares, a partir de
1932:
“Obedece e saberás mandar”; “Na
família, o chefe é o pai”; “Na escola, o chefe é o mestre”; “No Estado, o chefe
é o Governo”. 3014
(Passagem de modelos – música: O Cochicho)
Nesta década, Fernando Pessoa
publica a obra “Poesias”.
1940 – 50
(Power point)
Portugal é um país neutral numa
guerra que ameaça o mundo e que põe em perigo a soberania de Portugal sobre as
suas colônias e o território dos Açores. 401
A cedência aos Ingleses da base
das Lajes na Ilha Terceira, Açores, seguida de outra em Santa Maria aos
Americanos, bem como a simpatia para com as idéias de Mussolini e Hitler faz
com que Portugal mantenha relações com os dois lados da contenda mundial. 402
- 403
No entanto, enquanto outros fazem
a guerra, Portugal faz negócios.
A balança comercial tem pela
primeira vez, de 1941 a 1943, saldo positivo. As conservas de peixe e sobretudo
o volfrâmio elevam a qualidade das exportações.
Inúmeras famílias camponesas
tornam-se, agora, dependentes do volfrâmio. 404 Desenvolve-se, então, o
contrabando e incrementam-se os novos ricos. 405
Lisboa torna-se uma zona de
passagem de muitos refugiados que aqui são proibidos de procurar trabalho. 406
Na protecção aos refugiados
destaca-se, o cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes que dá
entrada a todos os fugitivos que se lhe dirigem. É despedido por Salazar. 407
Vigora, nesta época, a escassez
de alimentos e o seu racionamento
progressivo, o açambarcamento e o mercado negro. 408
No entanto, é, também a década
das grandes obras. Duarte Pacheco cria a obrigatoriedade dos grandes planos
ordenadores dos meios urbanos. É também, obreiro de novas pontes, viadutos, gares, estradas,
redes sanitárias, tribunais, escolas, hospitais, prisões e bairros. 409
O facto de Portugal ser um ponto
de passagem de múltiplas gentes favorece a circulação de novas idéias e modas.
Todavia, a guerra impõe rigor no
vestir. Estamos atravessando tempos
difíceis e é necessário fazerem-se economias, avisa a revista Arte Feminina, em
1942. 4010
O fado ganha o estatuto de canção
nacional. O facto de qualquer execução carecer de licença oficial e o cantador
ou cantadeira serem obrigados à apresentação de registo criminal, bem como as
letras serem sujeitas a censura prévia, conformam o fado à dimensão de canção
nacional, imagem de Portugal. 4011
Impõe, então, um nome: Amália
Rodrigues que se torna a rainha da noite.
Com Amália, o fado é agora,
juntamente com o vinho do Porto a imagem de marca de Portugal no
estrangeiro. 4012
(Passagem de modelos – música: Uma
Casa Portuguesa de Amália)
Nesta década, afirma-se a poetisa
Sophia de Mello Breyner Anderson.
(Mário diz Dia do mar)
1950 – 60
(Power point)
Portugal mantém-se um país
essencialmente agrícola. Salazar aconselha prudência na indústria já que lhe
repugna a aposta no desenvolvimento e na urbanização, a abertura económica do
país, o investimento estrangeiro. 501
A vida política também estagnou.
O aparelho policial e censório atinge a plenitude.
Está instalada a delação
praticada por milhares de portugueses, como informadores da PIDE ou da Legião
Portuguesa. 502
O medo é a argamassa que
consolida o Estado Novo. 503
Inicia-se, em 1953, o I Plano de
Fomento dirigido tanto para a indústria, como para a rentabilidade agrícola que
marca a transição de uma sociedade rural para uma sociedade moderna. 504
Em 1954, Portugal é integrado nas
Nações Unidas.
A década termina com a adesão do
Governo português à Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA) o que antes
parecia impensável. 505
Em 1958, Humberto Delgado, ao
candidatar-se à Presidência da Republica, consegue demonstrar que a sociedade
portuguesa anseia pela mudança e está pronta a acarinhar quem demonstre ter
novas propostas. 506
As fraudes eleitorais então
verificadas levam D. António Ferreira Gomes a redigir uma carta a Salazar onde
criticando o regime assevera: Sinto ter
de pensar que não estamos a caminhar a não ser do avesso. 507
É nos anos 50 que Fátima se
projecta como o altar do mundo. 508
Os clubes de futebol tornam-se
instituições de influência na sociedade portuguesa. 509
A RTP nasce em 1957, depois de
várias emissões experimentais na Feira Popular, o governo espera que os dirigentes do novo serviço público saibam fazer
desta instituição um meio de elevação moral e cultural do povo português. 5010
De notar, ainda, a adesão da
mulher ao automobilismo, desporto no qual se mostra desinibida e se atreve
mesmo a envergar calças. 5011
(Passagem de modelos – música:
Fado
das Trincheiras)
Nesta década, José Fontinha
afirma-se como poeta, sob o pseudónimo de Eugénio de Andrade.
(Nuno Moreira recita “ Até Amanhã”)
Rómulo de Carvalho sob o
pseudónimo de António Gedeão escreve a obra
“movimento perpétuo”
( António Jorge recita “Pedra Filosofal”
1960 – 70
Em 1961, explode a guerra em
África, contra os movimentos nacionalistas. 150 000 militares, dos quais 3/3 da
metrópole, chegam a estar envolvidos em cada ano nas três frentes da guerra
colonial. Ainda em 1961, Portugal perde o Estado Português da Índia – Goa,
Damão e Diu. A guerra agrava as condições de sobrevivência do regime
salazarista.
No mesmo ano, o navio Santa Maria
é desviado, como forma de propaganda contra a guerra colonial.
(Apresentação em Power Point –
Guerra Colonial - Rute)
Nos anos 60 um milhão de
emigrantes parte para o estrangeiro. Os campos são abandonados pelas gentes
que buscam melhor vida. Centenas de
milhares de camponeses mudam-se para as periferias urbanas. Agrava-se o fosso estrutural
entre o litoral e o interior.
( Sketch teatral 9º C -
professora Anabela Gil )
(Power point)
A década de 60 é marcada por
diversas formas de contestação ao regime, entre as quais o golpe de Estado
falhado de Beja.
A 13 de Maio, de 1967, Paulo VI
visita a Cova da Iria. É acolhido friamente por Salazar, já que o Papa tinha
ido à Índia, três anos e publicara a
Encíclica Populorum Progressio, onde condenava o colonialismo. 601
Duplica ao longo da década o
número de estudantes universitários que imbuídos da rebeldia típica da década
aderem à moda do twist, do ié-ié, no início do decênio, passando no final, para a música pop-rock e para o fascínio pelo
movimento hippie e pelos acontecimentos do Maio 68 ou até pela revolução
cultural chinesa. Desta forma, contestam a rigidez do regime e a guerra
colonial na qual não querem morrer. 602-
603
São rebeldes no início da década, Jorge Sampaio e João
Cravinho entre muitos outros, no final, Jaime Gama, Mariano Gago e João Soares. 604 – 605.
Em 1969, em Coimbra, a força do movimento estudantil
leva, em ao encerramento das faculdades,
por parte do governo e ao boicote aos exames por parte dos estudantes
A nação atravessa atravessa o período de mais rápido
crescimento económico em toda a sua história até à data. A pesar da política
isolacionista, a situação colonial leva o governo português a tentar atrair os capitais
estrangeiros como forma de angariação de apoio diplomático para a sua causa. 606
A prosperidade económica exerce
reflexos quase imediatos sobre índices de bem estar social, como a taxa de
mortalidade (incluindo a infantil) que
nos anos 60 desce a um nível superior ao da maioria dos países europeus. 607
A falta de mão de obra masculina abre novas oportunidades de
trabalho ao sexo oposto, evidenciando o trabalho da mulher na agricultura, nas
fábricas e no sector dos serviços. 608
No final da década Salazar
atingido de traumatismo craniano, é substituído por Marcelo Caetano, que
promete governar segundo a fórmula “evolução na continuidade”. 609 –610
(Passagem de modelos – música: Obla - di - Obla - dá
San Francisco “be Sure to wear some Flowers in
your Hair de Scott Mackenzie)
Nesta década a actividade literária mostra-se muito interveniente e para
passar na censura muito imaginativa. Neste quadro salienta-se Manuel
Alegre que publica Praça da Canção e o
Canto e as Armas.
(...... diz País de
Abril )
Miguel Torga publica a obra Poemas
Ibéricos
Vídeo
Num único dia, 25 de Abril de
1974, toda a história muda em Portugal. Desta forma, a década de 70
condensa-se nesta data.
Como bem interpretou Sophia de
Mello Breyner e Andersen:
Esta é a madrugada que eu
esperava
o dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do
silêncio
E livres habitamos a substância
do tempo.
A década inicia-se com a
liberalização da economia e um crescimento económico espetacular. Portugal
mantém relações preferenciais com a Europa. Esta ligação é reforçada pelo fluxo
migratório que prossegue em grandes quantidades para França.
( Sketch teatral 9º C -
professora Anabela Gil )
Nos anos 70, um maior número de
estudantes acedem ao ensino superior, e contestam as normas vigentes.
Nas artes do espectáculo surgem
sementes de inquietação – o Rádio Clube Português, no programa Em Órbita dá a conhecer as últimas
novidades do POP ROCK .
No teatro surgem grupos
independentes e na música, “os baladeiros” amplificam a contestação ao regime
que vinha já dos anos 60.
Até o nacional cançonetismo, como
acontece na canção “Tourada”, com letra de José Carlos Ary dos Santos e cantado
por Fernando Tordo, representante de Portugal na Eurovisão, crítica o
governo de Caetano comparando-o a uma
tourada.
A mulher impõe-se na vida política, na polícia e na vida em geral. Isabel
Barreno, Teresa Horta e Velho da Costa, conhecidas pelas Três Marias publicam
as Novas Cartas Portuguesas proibidas
pela censura.
Teresa Horta na sua obra
chama a atenção para a necessária dignificação da mulher.
( ------ diz Onde recusou a mulher o pranto )
O passo decisivo para a mudança
de estado é dado por um grupo de oficiais intermédios que já não acreditam na
possibilidade de êxito na guerra colonial.
No entanto, o 25 de Abril não se
resume a um golpe de estado militar, provoca uma mudança radical não só, na
vida política, social e económica, mas também nas mentalidades.
Os soldados recusam-se combater
em África. O Império desmorona-se, encerrando um ciclo ultramarino de meio
milénio, a autoridade contesta-se sem receio, a liberdade impõe-se como direito
natural.
Se Grândola Vila Morena identifica o 25 de Abril por ter sido a senha
aguardada pelas tropas revolucionárias para avançarem – José Afonso é já antes
de 1974 o mais destacado cantor de intervenção. Dignos de realce são ainda:
Adriano Correia de Oliveira; Manuel Freire; padre Fanhais; Fausto; José Jorge
Letria; Luís Cília; Sérgio Godinho e José Mário Branco.
Grândola Vila Morena – intervenção alunos do 5º ano
Passagem de modelos -
Música: Les Bourgeois de Jacques
Brell
Na poesia Alexandre O’Neil está prestes a completar a sua
vida poética que vai do entusiasmo ao desengano, através da ironia e do humor
negro.
( Mário Daniel diz Amigo
de Alexandre O´Neil )
1980 – 90
(Power point)
A década é marcada pela instabilidade política
e económica. Cerca de seiscentas empresas deixam de pagar salários sem que
qualquer autoridade as obrigue a manter o compromisso para com os
trabalhadores. 801
Surgem bolsas de pobreza em
manchas industriais de Lisboa, Porto e Setúbal, onde os operários já não têm
qualquer ligação à agricultura. 802
Os combates dos anos oitenta não
se circunscrevem a causas operárias, ganham uma dimensão mais vasta, como é o
caso da despenalização do aborto ou a favor do ambiente. 805
A década é laranja – Social
Democrata – o PSD, sozinho ou em coligação, mantém-se no Governo sem
interrupção de 1980 a 1990. 806
Devido a exigências comunitárias,
zonas de grande implantação fabril como o Vale do Ave ou a península de
Setúbal passam por profundas reestruturações, vitais para a sua sobrevivência. 807
Para o final da década assiste-se
a uma onda de privatizações de sector empresarial do Estado com o objectivo de
devolver competitividade a essas unidades. 808
O consumo expande-se com recurso
ao “dinheiro de plástico” nos primeiros Hipermercados ou Shoppings ou, ainda,
nas multinacionais com assento em Portugal. 809
É nesta década que se impõe a
língua portuguesa nos ritmos jovens, depois do êxito alcançado com “Chico
Fininho” de Rui Veloso. Grupos como Xutos & Pontapés, Trovante, GNR, UHF,
Táxi, Rádio Macau, Heróis do Mar ou Madredeus encontram legiões de fãs. 810
O tempo livre consagrado ao
prazer e tudo o que é entretenimento e espectáculo conhece uma expansão enorme.
811 – 812
Passagem de modelos – Música:
Rui Veloso – Chico Fininho
(Power point)
A grande descoberta de Portugal
nos anos 80, é a Europa. 804 - 804
A entrada de Portugal não é um
caminho fácil, demora mais de oito anos
a percorrer, desde o momento do pedido de adesão à então, Comunidade Económica
Europeia , ou Mercado Comum .
No entanto, ainda em 1986,
Portugal subscreve o Acto Único Europeu que transforma o Mercado Comum em
Comunidade Europeia – CE.
A comunidade europeia que nos anos 80 envolvia 12 países
inicia a sua história associativa no pós 2ª guerra mundial a fim de gerir a
produção do ferro e do aço. Era constituída por 6 países. Em 1973, entram mais
três países, em 1981, mais 1 e em 1986 Portugal e Espanha. Nos anos 90, a União
Europeia é constituída por 15 países e espera abrir as suas portas a toda a
Europa “do Atlântico aos Urais.” - 813
Coreografia – Clube Europeu.
1990 – 2000
Nos anos 90, o poeta António Ramos Rosa vê a sua obra
consagrada.
(...... diz poema de António Ramos Rosa )
(Power point)
Esta é a década mais tranquila e
estável de todo o século. 901
Apesar dos apertos orçamentais
com vista a cumprir os objectivos de aproximação aos padrões comunitários, o
Estado permite-se acompanhar a vaga consumista geral e investe, em grande
parte, com dinheiros europeus, tanto em infra-estruturas de transportes e
comunicações, como em espaços destinados ao lazer e à cultura. É digna de
destaque a Ponte Vasco da Gama, a maior da Europa. 902
O Estado promove, ainda, festejos
e comemorações que restituem aos Portugueses a autoconfiança. 904
A euforia atinge o clímax na Expo
98 – exposição universal realizada em Portugal e que remodela a face da
capital. 904b
Para cúmulo, em 1998, José
Saramago recebe o Prémio Nobel da Literatura. 905
A nível europeu, Portugal faz
parte dos países que se colocam na vanguarda do processo de integração,
aderindo em 1991, ao Tratado de Maastrich que transforma as Comunidades
Europeias numa protofederação – a U.E. e opta por integrar o processo de
fundação da moeda única europeia – o euro. 906 - 907
A intimidade é cada vez mais
pública e para essa tendência concorre a televisão privada preocupada com as
audiências. 908
Aumenta a tendência da
terciarização do país, cada vez menos industrial e agrícola e mais dedicado ao
sector dos serviços. 909
O país continua a envelhecer. Em
1998, havia 90 idosos para 100 jovens .
910
No entanto, a partir de meados da
década, os nascimentos aumentam, equilibrando os óbitos. 911
Todavia, Portugal é, ainda, o
país europeu onde a esperança de vida à nascença se afigura mais curta. Apesar
dos enormes passos dados em tempos recentes, ainda tem um longo e esforçado
caminho a percorrer. Ainda, é considerado o 2º país mais desigual da UE, quanto
à distribuição de riqueza que produz. 912 – 913
No fim da década há em Portugal
um quarto de milhão de imigrantes legais ou não.
( Sketch teatral 9º C -
professora Anabela Gil )
A presença de minorias étnicas,
sobretudo de cor, perturba alguns portugueses que deixam aflorar um racismo
latente. Contudo, a intolerância militante não tem apoio na opinião pública.
Na viragem do século, espera-se a
superação das dificuldades. Acredita-se no desenvolvimento e progresso.
Coreografia Rute Silva