sábado, 12 de fevereiro de 2022

Café concerto -século XX

 

 

 

 

 


 

CAFÉ CONCERTO

 

 

   

ESCOLA EB 2.3 DE BAGUIM

29 – 07 – 2001

21 horas

 

 

 

1900 – 1910

 

(Power point)

 

Portugal  entra no século XX frustrado com a perda de parte do seu império colonial e desanimado com as condições impostas pelo Ultimatum inglês.

 

Sobrevém, então, a exaltação patriótica de heróis nacionais,  de que Camões é o máximo expoente. 01

 

Portugal é um país com elevada taxa de analfabetismo e com saúde débil. 02

 

A industrialização iniciada no final do século progride lentamente. Portugal continua a afirmar-se como país agrícola e artesanal. É o país europeu com menor volume de comércio externo per capita. Exporta, sobretudo matérias primas e vinho do Porto. 03 - 04

 

Neste contexto progride a emigração, sobretudo para o Brasil. 05

 

Portugal é um país atrasado. A rede de gás mantém-se nas ruas durante toda a década. 06

 

Em 1901, o carro eléctrico, antes introduzido no Porto, chega a Lisboa. 07

 

O automóvel introduzido na década anterior deslumbra. 08

 

O telefone e o telégrafo confinam-se a alguns núcleos urbanos. Só em 1904 é que se estabelece a ligação entre Lisboa e Porto. 09 -  010

No início do século todo o protagonismo público é masculino – o homem é a autoridade e tem espaços para si reservados. 011

 

O foot-ball regista um crescimento de adeptos. Em 1903, surge o Boavista Foot.ball Club; em 1904, o Sport Lisboa e Benfica; em 1906 o Sporting Club de Portugal e o Foot-ball Clube do Porto. 012

O Teatro é o grande espectáculo da época. 013

A nível económico, afirma-se o comércio logista em detrimento do mercado e da feira. 014

 

D Carlos livre pensador e constitucional mantém-se afastado dos assuntos do Estado já que prefere o desporto, a caça, a ciência, a arte e a agricultura. 015

Em 1908, o rei é vítima de um atentado da carbonária. 016

 

Em 5 de Outubro de 1910, implanta-se a República. 017 - 018

 

 

(Passagem de modelos – música: Hino Nacional por Isabel Silvestre)

 

Ainda, em 1910, Augusto Gil publica Luar de Janeiro.

 

(Vânia Filipa e Pedro Plácido dizem Balada da Neve)

 

1910 – 20

 

(Power point)

 

Ao longo da década, a República frusta todas as expectativas. 101

 Verifica-se, então, uma constante instabilidade política. 102

 

Em resultado da Lei da Separação do Estado da Igreja, muitos eclesiásticos tornam-se conspiradores anti-republicanos. 103

 

Em 1914, eclode a 1ª Grande Guerra, na qual Portugal se vê forçado a envolver para garantir os seus direitos coloniais. São enviados para a Flandres 55 000 homens. 104

 

A guerra provoca carências de géneros essenciais, aumento de preços, desvalorização da moeda, racionamento, assaltos, confrontos e uma vaga de peste pneumónica. 105

 

Em 1917 , três crianças analfabetas guardadoras de rebanhos, em Fátima, afirmam ter encontros mensais, no sítio da Cova da Iria, com uma aparição que associam à Virgem Maria. 106

 

Em 1918, a instabilidade abre caminho à tentativa ditatorial de Sidónio Pais. 107

 

A nível social, a República considera os conjugues com os mesmos direitos no matrimónio, mas na prática o estatuto da mulher não é modificado. 108

Durante a guerra, a mulher destaca-se na retaguarda como enfermeira da Cruz Vermelha na Flandres ou em Portugal, a promover campanhas a favor das vítimas. 109

 

O traje feminino muda radicalmente– é abolido o espartilho rígido e imposto o fato de  casaco e saia, de início comprida, mas ao longo da década cada vez mais curta.

A gordura deixa de ser formosura. A silhueta adelgaça-se. 111

 

  

(Passagem de modelos – música: Rapsódia Portuguesa de Manuel de Figueiredo)

  

Em 1915 publica-se a revista literária que inicia, em Portugal o movimento modernista. Nela colaboram Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros entre outros.

 

(Ariana e Cátia Daniela dizem Luís, o poeta, salva a nado o poema de Almada Negreiros )

 

 

1920 – 30

 

(Power point)

As comunicações teleféricas, os transportes motorizados, o cinema, a imprensa ilustrada e as máquinas impõem-se em Portugal. 201/202/203

 

Os portugueses descontentes com a República afastam-se da política. 204

Explode o consumo associado a uma enorme alegria de viver.

A inflação galopante aconselha a gastar, devido à constante desvalorização do dinheiro. 205

 

Crescem algumas grandes empresas monopolistas. As grandes apostas fazem-se no comércio e na bolsa. 206

 

A república está desacreditada. Progride a instabilidade de tal forma que diversos sectores começam a ansiar uma mudança política no sentido do controlo social e estabilidade económica. 207

Assim, quando, em 28 de Maio de 1926, Gomes da Costa faz um levantamento das tropas em Braga e marcha sobre Lisboa, é acolhido com entusiasmo. 208

 

Está o caminho aberto para a instauração do Estado Novo que levará Salazar ao poder. 209

 

Em Lisboa , ao mesmo tempo que em Paris, Berlim ou Nova Iorque, acompanha-se com espumante a jazz-band, o fox-trot e o charleston – as roupas moldam o corpo e a cabeça de cabelo curto vive a leviandade. 210

No entanto, a “loucura” dos anos 20 restringe-se à capital. 2111/212.

 Para o final da década clama-se por ordem, disciplina, moral e autoridade.

 

 

(Passagem de modelos – música: Maldita Cocaína cantada por Luís Cília)

 

 

Florbela Espanca edita no final da década, no ano da sua morte, 1930, a obra Charneca em Flor:

 

 

( Sofia recita:  Ser Poeta. )

 

 

 

1930 - 40

 

(Power point)

Portugal vive uma estabilidade que contrasta com o vulcão em ebulição além-fronteiras. O responsável por esta atmosfera é António de Oliveira Salazar. Com efeito, a década decorre sob o signo do Salazarismo.que tudo controla. 301  - 302

 

Se o trabalho de persuasão e mentalização se mostra insuficiente recorre-se à repressão. Instala-se, então, um vasto aparelho que vai da censura prévia à polícia política, com discricionários poderes de detenção, tortura e custódia ilimitada de presumíveis opositores condenados ou não. 304 – 305 - 306

 

A Exposição do Mundo Português em 1940, festeja o Estado Novo e exalta o passado dos portugueses, devolvendo-lhes o orgulho e a esperança. 307

 

Salazar mantém Portugal afastado da 2ª Guerra Mundial. 309

 

É a década da consolidação do poder.

O corporativismo obriga à dissolução dos sindicatos livres. 3010

 

Reforça, nesse mesmo ano, o aparelho do regime com dois organismos de inspiração fascista, a Mocidade Portuguesa e a Legião Portuguesa. 3011 - 3012

 

No domínio do espectáculo, a revista conserva a sua popularidade. No entanto, a censura torna-a menos crítica. 3013

 

Os ideais educativos estão expressos nas máximas de inclusão obrigatória nos livros escolares, a partir de 1932:

 

“Obedece e saberás mandar”; “Na família, o chefe é o pai”; “Na escola, o chefe é o mestre”; “No Estado, o chefe é o Governo”. 3014

 

 

 

 

(Passagem de modelos – música: O Cochicho)

 

Nesta década, Fernando Pessoa publica a obra “Poesias”.

 

 (Ricardo Neves dizem Viajar de Fernando Pessoa )

 

 

1940 – 50

 

(Power point)

Portugal é um país neutral numa guerra que ameaça o mundo e que põe em perigo a soberania de Portugal sobre as suas colônias e o território dos Açores. 401

A cedência aos Ingleses da base das Lajes na Ilha Terceira, Açores, seguida de outra em Santa Maria aos Americanos, bem como a simpatia para com as idéias de Mussolini e Hitler faz com que Portugal mantenha relações com os dois lados da contenda mundial. 402 - 403

 

No entanto, enquanto outros fazem a guerra, Portugal faz negócios.

A balança comercial tem pela primeira vez, de 1941 a 1943, saldo positivo. As conservas de peixe e sobretudo o volfrâmio elevam a qualidade das exportações.

Inúmeras famílias camponesas tornam-se, agora, dependentes do volfrâmio. 404 Desenvolve-se, então, o contrabando e incrementam-se os novos ricos. 405

 

Lisboa torna-se uma zona de passagem de muitos refugiados que aqui são proibidos de procurar trabalho. 406

 

Na protecção aos refugiados destaca-se, o cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes que dá entrada a todos os fugitivos que se lhe dirigem. É despedido por Salazar.  407

 

Vigora, nesta época, a escassez de alimentos e o seu  racionamento progressivo, o açambarcamento e o mercado negro. 408

 

No entanto, é, também a década das grandes obras. Duarte Pacheco cria a obrigatoriedade dos grandes planos ordenadores dos meios urbanos. É também, obreiro  de novas pontes, viadutos, gares, estradas, redes sanitárias, tribunais, escolas, hospitais, prisões e bairros. 409

 

O facto de Portugal ser um ponto de passagem de múltiplas gentes favorece a circulação de novas idéias e modas.

Todavia, a guerra impõe rigor no vestir. Estamos atravessando tempos difíceis e é necessário fazerem-se economias, avisa a revista Arte Feminina, em 1942. 4010

 

O fado ganha o estatuto de canção nacional. O facto de qualquer execução carecer de licença oficial e o cantador ou cantadeira serem obrigados à apresentação de registo criminal, bem como as letras serem sujeitas a censura prévia, conformam o fado à dimensão de canção nacional, imagem de Portugal. 4011

 

Impõe, então, um nome: Amália Rodrigues que se torna a rainha da noite.

Com Amália, o fado é agora, juntamente com o vinho do Porto a imagem de marca de Portugal no estrangeiro.  4012

 

(Passagem de modelos – música: Uma Casa Portuguesa de Amália)

 

Nesta década, afirma-se a poetisa Sophia de Mello Breyner Anderson.

 

(Mário diz Dia do mar)

1950 – 60

(Power point)

Portugal mantém-se um país essencialmente agrícola. Salazar aconselha prudência na indústria já que lhe repugna a aposta no desenvolvimento e na urbanização, a abertura económica do país, o investimento estrangeiro. 501

A vida política também estagnou. O aparelho policial e censório atinge a plenitude.

Está instalada a delação praticada por milhares de portugueses, como informadores da PIDE ou da Legião Portuguesa. 502

 

O medo é a argamassa que consolida o Estado Novo. 503

 

Inicia-se, em 1953, o I Plano de Fomento dirigido tanto para a indústria, como para a rentabilidade agrícola que marca a transição de uma sociedade rural para uma sociedade moderna. 504

 

Em 1954, Portugal é integrado nas Nações Unidas.

 

A década termina com a adesão do Governo português à Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA) o que antes parecia impensável. 505

 

Em 1958, Humberto Delgado, ao candidatar-se à Presidência da Republica, consegue demonstrar que a sociedade portuguesa anseia pela mudança e está pronta a acarinhar quem demonstre ter novas propostas. 506

As fraudes eleitorais então verificadas levam D. António Ferreira Gomes a redigir uma carta a Salazar onde criticando o regime assevera: Sinto ter de pensar que não estamos a caminhar a não ser do avesso. 507

 

É nos anos 50 que Fátima se projecta como o altar do mundo. 508

 

Os clubes de futebol tornam-se instituições de influência na sociedade portuguesa. 509

 

A RTP nasce em 1957, depois de várias emissões experimentais na Feira Popular, o governo espera que os dirigentes do novo serviço público saibam fazer desta instituição um meio de elevação moral e cultural do povo português. 5010

 

De notar, ainda, a adesão da mulher ao automobilismo, desporto no qual se mostra desinibida e se atreve mesmo a envergar calças. 5011

 

 

(Passagem de modelos – música: Fado das Trincheiras)

 

Nesta década, José Fontinha afirma-se como poeta, sob o pseudónimo de Eugénio de Andrade.

 

(Nuno Moreira recita “ Até Amanhã”)

 

Rómulo de Carvalho sob o pseudónimo de António Gedeão escreve a obra “movimento perpétuo”

 

( António Jorge recita “Pedra Filosofal”

 

1960 – 70

 

Em 1961, explode a guerra em África, contra os movimentos nacionalistas. 150 000 militares, dos quais 3/3 da metrópole, chegam a estar envolvidos em cada ano nas três frentes da guerra colonial. Ainda em 1961, Portugal perde o Estado Português da Índia – Goa, Damão e Diu. A guerra agrava as condições de sobrevivência do regime salazarista.

No mesmo ano, o navio Santa Maria é desviado, como forma de propaganda contra a guerra colonial.

(Apresentação em Power Point – Guerra Colonial - Rute)

 

Nos anos 60 um milhão de emigrantes parte para o estrangeiro. Os campos são abandonados pelas gentes que  buscam melhor vida. Centenas de milhares de camponeses mudam-se para as periferias urbanas. Agrava-se o fosso estrutural entre o litoral e o interior.

( Sketch teatral 9º C - professora  Anabela Gil )

 

(Power point)

A década de 60 é marcada por diversas formas de contestação ao regime, entre as quais o golpe de Estado falhado de Beja.

 

A 13 de Maio, de 1967, Paulo VI visita a Cova da Iria. É acolhido friamente por Salazar, já que o Papa tinha ido à Índia, três anos  e publicara a Encíclica Populorum Progressio, onde condenava o colonialismo. 601

 

Duplica ao longo da década o número de estudantes universitários que imbuídos da rebeldia típica da década aderem à moda do twist, do ié-ié, no início do decênio, passando no final,  para a música pop-rock e para o fascínio pelo movimento hippie e pelos acontecimentos do Maio 68 ou até pela revolução cultural chinesa. Desta forma, contestam a rigidez do regime e a guerra colonial na qual não querem morrer.  602- 603

São rebeldes no início da década, Jorge Sampaio e João Cravinho entre muitos outros, no final, Jaime Gama, Mariano Gago  e João Soares. 604 – 605.

Em 1969, em Coimbra, a força do movimento estudantil leva, em  ao encerramento das faculdades, por parte do governo e ao boicote aos exames por parte dos estudantes

 

A nação atravessa  atravessa o período de mais rápido crescimento económico em toda a sua história até à data. A pesar da política isolacionista, a situação colonial leva o governo  português a tentar atrair os capitais estrangeiros como forma de angariação de apoio diplomático para a sua causa. 606

 

A prosperidade económica exerce reflexos quase imediatos sobre índices de bem estar social, como a taxa de mortalidade (incluindo a infantil)  que nos anos 60 desce a um nível superior ao da maioria dos países europeus. 607

 

A falta de mão de obra masculina abre novas oportunidades de trabalho ao sexo oposto, evidenciando o trabalho da mulher na agricultura, nas fábricas e no sector dos serviços. 608

 

No final da década Salazar atingido de traumatismo craniano, é substituído por Marcelo Caetano, que promete governar segundo a fórmula “evolução na continuidade”. 609 –610

 

 

(Passagem de modelos – música: Obla - di - Obla - dá

 

San Francisco “be Sure to wear some Flowers in your Hair de Scott Mackenzie)

 

 

Nesta década a actividade literária mostra-se muito interveniente e para passar na censura muito imaginativa. Neste quadro salienta-se Manuel Alegre que publica Praça da Canção  e o Canto e as Armas.

 

 

(...... diz País de Abril )

 

 José Saramago dá a conhecer, nos anos 60, Poemas Possíveis

 

 (Vânia Filipa declama Astronauta)

 

Miguel Torga publica a obra Poemas Ibéricos

 

 ( Hugo Leite declama o poema Mar )

 1970 – 80

 

Vídeo

 

Num único dia, 25 de Abril de 1974, toda a história muda em Portugal. Desta forma, a década de 70 condensa-se nesta data.

 

Como bem interpretou Sophia de Mello Breyner e Andersen:

 

Esta é a madrugada que eu esperava

o dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo.

 

A década inicia-se com a liberalização da economia e um crescimento económico espetacular. Portugal mantém relações preferenciais com a Europa. Esta ligação é reforçada pelo fluxo migratório que prossegue em grandes quantidades para França.

 

( Sketch teatral 9º C - professora  Anabela Gil )

 

Nos anos 70, um maior número de estudantes acedem ao ensino superior, e contestam as normas vigentes.

 

Nas artes do espectáculo surgem sementes de inquietação – o Rádio Clube Português, no programa Em Órbita dá a conhecer as últimas novidades do POP ROCK .

No teatro surgem grupos independentes e na música, “os baladeiros” amplificam a contestação ao regime que vinha já dos anos 60.

Até o nacional cançonetismo, como acontece na canção “Tourada”, com letra de José Carlos Ary dos Santos e cantado por Fernando Tordo, representante de Portugal na Eurovisão, crítica o governo  de Caetano comparando-o a uma tourada. 

 

A mulher impõe-se na vida política, na polícia e na vida em geral. Isabel Barreno, Teresa Horta e Velho da Costa, conhecidas pelas Três Marias publicam as Novas Cartas Portuguesas proibidas pela censura.

 

 

Teresa Horta na sua obra chama a atenção para a necessária dignificação da mulher.

 

( ------ diz Onde recusou a mulher o pranto )

 

O passo decisivo para a mudança de estado é dado por um grupo de oficiais intermédios que já não acreditam na possibilidade de êxito na guerra colonial.

 

No entanto, o 25 de Abril não se resume a um golpe de estado militar, provoca uma mudança radical não só, na vida política, social e económica, mas também nas mentalidades.

 

Os soldados recusam-se combater em África. O Império desmorona-se, encerrando um ciclo ultramarino de meio milénio, a autoridade contesta-se sem receio, a liberdade impõe-se como direito natural.

 

Se Grândola Vila Morena identifica o 25 de Abril por ter sido a senha aguardada pelas tropas revolucionárias para avançarem – José Afonso é já antes de 1974 o mais destacado cantor de intervenção. Dignos de realce são ainda: Adriano Correia de Oliveira; Manuel Freire; padre Fanhais; Fausto; José Jorge Letria; Luís Cília; Sérgio Godinho e José Mário Branco.

 

Grândola Vila Morena – intervenção alunos do 5º ano

 

Passagem de modelos -  Música: Les Bourgeois de Jacques Brell

 

Na poesia Alexandre O’Neil está prestes a completar a sua vida poética que vai do entusiasmo ao desengano, através da ironia e do humor negro.

 

( Mário Daniel diz Amigo de Alexandre O´Neil )

1980 – 90

 

(Power point)

 A década é marcada pela instabilidade política e económica. Cerca de seiscentas empresas deixam de pagar salários sem que qualquer autoridade as obrigue a manter o compromisso para com os trabalhadores. 801

 

Surgem bolsas de pobreza em manchas industriais de Lisboa, Porto e Setúbal, onde os operários já não têm qualquer ligação à agricultura. 802

 

Os combates dos anos oitenta não se circunscrevem a causas operárias, ganham uma dimensão mais vasta, como é o caso da despenalização do aborto ou a favor do ambiente. 805

 

A década é laranja – Social Democrata – o PSD, sozinho ou em coligação, mantém-se no Governo sem interrupção de 1980 a 1990.  806

 

Devido a exigências comunitárias, zonas de grande implantação fabril como o Vale do Ave ou a península de Setúbal passam por profundas reestruturações, vitais para a sua sobrevivência. 807

 

Para o final da década assiste-se a uma onda de privatizações de sector empresarial do Estado com o objectivo de devolver competitividade a essas unidades. 808

 

O consumo expande-se com recurso ao “dinheiro de plástico” nos primeiros Hipermercados ou Shoppings ou, ainda, nas multinacionais com assento em Portugal. 809

 

É nesta década que se impõe a língua portuguesa nos ritmos jovens, depois do êxito alcançado com “Chico Fininho” de Rui Veloso. Grupos como Xutos & Pontapés, Trovante, GNR, UHF, Táxi, Rádio Macau, Heróis do Mar ou Madredeus encontram legiões de fãs. 810

 

O tempo livre consagrado ao prazer e tudo o que é entretenimento e espectáculo conhece uma expansão enorme. 811 – 812

 

 

Passagem de modelos – Música: Rui Veloso – Chico Fininho

 

(Power point)

A grande descoberta de Portugal nos anos 80, é a Europa. 804 - 804

A entrada de Portugal não é um caminho fácil, demora mais de  oito anos a percorrer, desde o momento do pedido de adesão à então, Comunidade Económica Europeia , ou Mercado Comum .

No entanto, ainda em 1986, Portugal subscreve o Acto Único Europeu que transforma o Mercado Comum em Comunidade Europeia – CE.

 

 

A comunidade europeia que nos anos 80 envolvia 12 países inicia a sua história associativa no pós 2ª guerra mundial a fim de gerir a produção do ferro e do aço. Era constituída por 6 países. Em 1973, entram mais três países, em 1981, mais 1 e em 1986 Portugal e Espanha. Nos anos 90, a União Europeia é constituída por 15 países e espera abrir as suas portas a toda a Europa “do Atlântico aos Urais.” -  813

 

Coreografia – Clube Europeu.

 

1990 – 2000

 

Nos anos 90, o poeta António Ramos Rosa vê a sua obra consagrada.

 

(......   diz poema de António Ramos Rosa )

 

(Power point)

 

Esta é a década mais tranquila e estável de todo o século. 901

 

Apesar dos apertos orçamentais com vista a cumprir os objectivos de aproximação aos padrões comunitários, o Estado permite-se acompanhar a vaga consumista geral e investe, em grande parte, com dinheiros europeus, tanto em infra-estruturas de transportes e comunicações, como em espaços destinados ao lazer e à cultura. É digna de destaque a Ponte Vasco da Gama, a maior da Europa. 902

 

O Estado promove, ainda, festejos e comemorações que restituem aos Portugueses a autoconfiança. 904

A euforia atinge o clímax na Expo 98 – exposição universal realizada em Portugal e que remodela a face da capital. 904b

Para cúmulo, em 1998, José Saramago recebe o Prémio Nobel da Literatura. 905

 

A nível europeu, Portugal faz parte dos países que se colocam na vanguarda do processo de integração, aderindo em 1991, ao Tratado de Maastrich que transforma as Comunidades Europeias numa protofederação – a U.E. e opta por integrar o processo de fundação da moeda única europeia – o euro. 906 - 907

 

A intimidade é cada vez mais pública e para essa tendência concorre a televisão privada preocupada com as audiências. 908

 

Aumenta a tendência da terciarização do país, cada vez menos industrial e agrícola e mais dedicado ao sector dos serviços. 909

 

O país continua a envelhecer. Em 1998, havia 90 idosos para 100 jovens .   910

 

No entanto, a partir de meados da década, os nascimentos aumentam, equilibrando os óbitos. 911

 

Todavia, Portugal é, ainda, o país europeu onde a esperança de vida à nascença se afigura mais curta. Apesar dos enormes passos dados em tempos recentes, ainda tem um longo e esforçado caminho a percorrer. Ainda, é considerado o 2º país mais desigual da UE, quanto à distribuição de riqueza que produz. 912 – 913

 

No fim da década há em Portugal um quarto de milhão de imigrantes legais ou não.

 

( Sketch teatral 9º C - professora  Anabela Gil )

 

A presença de minorias étnicas, sobretudo de cor, perturba alguns portugueses que deixam aflorar um racismo latente. Contudo, a intolerância militante não tem apoio na opinião pública.

Na viragem do século, espera-se a superação das dificuldades. Acredita-se no desenvolvimento e progresso.

 

 

Coreografia Rute Silva

 

Passagem de modelos – Música: Mais perto do Céu dos Bandemónio

 

 Encerramento