quarta-feira, 13 de junho de 2001

Porto - festa

 

FESTA

  Segundo documento “Os Bailes e a Acção Católica “ de 1938 , o baile é um antro de perversão, corrompendo o instinto maternal, causando “insônias”; “delíquos”; “perturbações circulatórias”; auto-intoxicação”; “neuroses espasmódicas”; “anomalias de memória e linguagem”; “incoerência de carácter”; “fadiga intelectual”; “precoces desflorações”.

Aconselha-se o baile ao som da música folclórica. Desaconselha-se os diabólicos tango, fox-trot ou jazz-band.

 

Os bailes filantrópicos de beneficência são pretexto para os convívios dançantes.

 

CARNAVAL

 

A maior tentativa para ressuscitar o Carnaval acontece no Porto em 1939. O Clube dos Fenianos organiza um cortejo com 80 carros alegóricos – bailes, batalhas de flores, carros alegóricos.

 

CORTEJOS

 

O Estado Novo exibe-se em cortejos para todos os gostos, a propósito de todas as efemérides.

Ex: Parada Regional de Entre Douro e Minho – Porto, Julho, 1934

Exposição Colonial – Porto, 1934

Cortejo do Trabalho - Porto, Junho, 1940.

Cortejo da Lavoura - Porto, Outubro, 1940.

 

 

 

EXCURSÕES

 

Muitas sociedades recreativas fundam o seu grupo excursionista.

 

A criação de sociedades nesta época está sujeita ao controlo do Ministério do Interior que tem de aprovar os estatutos e homologar os corpos sociais eleitos. O Governo tem ainda o poder de demitir os corpos sociais, substituindo-os por comissões administrativas da sus confiança ou até de ordenar a dissolução de qualquer sociedade.