LOCAIS DE CONVÍVIO
TASCA – Fecham à medida que o consumo do
vinho verde diminui
CERVEJARIAS – Ex: - Sá Reis
BARES OU PUBS
CAFÉS
O Suisso, o Central e o Lisbonense são
os mais concorridos cafés do Porto; o primeiro represemta a tradição genuína,
de par com o Águia douro, o segundo é moderno, e o terceiro nasceu quasi da
concorrência academiza, nos períodos lectivos de 1870 a 1880, prosperando então
por forma tal, que indo um creado d’ elle, o Júlio, montar algumas portas acima
o café, que tem o seu nome, em nada influiu este rival na sua prosperidade.
Dos outros cafés do Porto, não situados
no centro de movimento, ha especial menção a fazer do café das Hortas, antigo e
de uma freguesia originalmente distincta, tanto ás horas da manhã em que dá
almoço de torradas e café com leite, ás canecas, como às horas da noite em que
se joga encarniçamente o dominó por entre um fumo asphixiante de tabaco
ordinário. Um vício portuense este do dominó, jogo pacato, sem esforços
cerebraes, e que vale no Café o que vale a bisca na família, tão enraizado e
tão lucrativo por isso mesmo para os proprietários dos estabelecimentos, que o
do Lisbonense, dizia-se, dotou uma filha noiva com o rendimento d’esse jogo,
calculando-se o dote em 600$00 réis annuaes.
O café é para o touriste a ante-camara
do theatro, quando no Porto ha espectáculo, o que nem sempre acontece.
José Augusto Vieira, O Minho Pitoresco, ed. Do Rotary Club de Valença, Valença,
1987Tomo II, p.708
]No café ou tasca cristalizou-se a boémia
literária do virar do século XIX – XX.
]Foram locais de encontro e conspiração
política.
]Locais de estudo e encontro estudantil.
O Porto ainda hoje se distingue das
cidades do mesmo tamanho europeias ( ex. Bordéus) pelo facto de conservar o
café como local de convívio – François Guichard.
Costume – combinar encontro para tomar
café. – ler o jornal no café.
Ex:
MAJESTIC ( 1922) – Café Elite (1921)
Grande – luxuoso – cuidado –
aristocrático
Na cave funcionava uma sala de bilhar,
um jardim de inverno no pátio voltado para Passos Manuel.
Café Tertúlia
Foi ponto de encontro de intelectuais :
Ex: Pascoaes – Amadeo de Sousa Cardoso – Leonardo Coimbra
Anos 70 – antes de 25 de Abril – de um
lado estudantes de Belas-Artes; de outro engenheiros e futuros advogados. Os
agentes da PIDE também lá estacionavam.
1994 – O café anima-se com recitais de
poesia, concertos de piano; a sala de bilhar transforma-se numa galeria de
arte.
ÂNCORA D´OURO = PIOLHO
Teve a sua origem na compra do botequim
– 1909
Era ainda iluminado a gás.
1º andar salão de jogos.
Quando o casal Reis Lima faleceu – o
filho abandonou os estudos na Faculdade de Ciências e dedicou-se ao café.
O 1º andar foi transformado numa sala de
estudo.
Na década de 50 começaram a aparecer as
1ªs placas em mármore gravadas a bronze.
“Misera
ralé, que vireis depois de nós
Sabei
que a estas mesas, conversando
Se
formaram doutores mais sábios que vós
Enquanto,
animais! Íeis marrando!”
Curso Médico 1954/60
Começa a denominar-se “piolho” local pequeno onde se aglomeram os estudantes
das faculdades vizinhas; lêndeas eram os caloiros; “tasca” a faculdade.
A inauguração das placas era motivo de
festa com banda de música e Zes Pereiras. Era servido champanhe, brandy e
charutos à discrição.
Anos 60-70 – núcleo do movimento
estudantil.
Em 1973 é trespassado e os seus clientes
mudam para o Orpheu na Júlio Dinis.
Nos anos 80 – passa a ser de novo ponto
de encontro de escritores, artistas, médicos e estudantes.
Nos anos 90 retoma a sua tradição.
Outros: ESTRELA D´OURO ; UNIVERSIDADE;
BELAS ARTES
PALLADIUM
EMBAIXADOR
RIALTO
GUARANY
ORFEU
DIPLOMATA
OUTROS LOCAI:
Modalidades burguesas:
Bailes
Bazares de prendas
Exposições bibliográficas, artísticas,
fotográficas e de flores.
Saraus literários e musicais
Concursos dramáticos e poéticos
Conferências, discursos, orações.