Na Antiguidade, os mitos solares celebravam o nascimento do
deus Sol no solstício de Inverno, quando os dias começam a crescer.
Os egípcios
levavam ramos de palmeiras para dentro de casa, no dia mais curto do ano, em
Dezembro, como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte.
No solstício
de Inverno, celebravam o nascimento de Hórus, deus do céu, do sol nascente e da
realeza.
O olho de Hórus simboliza a renovação, luz, poder e realeza.
Os romanos
celebravam, nesta altura, o deus Saturno, ligado à terra, à abundância e à
renovação periódica, com bebidas e comidas abundantes.
A celebração
cristã do Natal só foi iniciada no século IV quando o Papa Júlio I proclamou o
dia 25 de Dezembro como o do nascimento de Jesus.
Figuras do
Natal
Senhora ou Nossa Senhora
As primeiras
representações de Nossa Senhora na Igreja Católica surgiram nas catacumbas de
Roma, no século II.
Maria com o Menino
Jesus (Catacumba de Priscila)
Após o Édito de Milão
(313 d.C.), a arte mariana floresceu na estatuária e sobretudo pintura. Igrejas
como Santa Maria Maior e Santa Maria em Trastevere (século V) são exemplo.
A partir do século
XVI, proliferam as imagens de vestir ou de roca, assim como os locais de A
partir do século XVI, proliferam as imagens de vestir ou de roca, assim como os
locais de culto mariano.
http://www.revistaohun.ufba.br/Microsoft_Word_-_Maria_Helena_Flexor_IMAGENS_DE_ROCA_E_DE_VESTIR_NA_BAHIA.pdf
Segundo as Memórias
Paroquiais de 1758 era de vestidos a primeira imagem da padroeira da igreja da
Senhora da Vitória, a qual foi arrumada na sacristia quando se fez imagem nova.
Mas os devotos eram tantos que o pároco se obrigou a repô-la num altar lateral
do templo.
https://portojofotos.blogspot.com/2010/09/43-igreja-de-nossa-senhora-da-vitoria.html
Culto de Nossa Senhora no Porto
Civitas Virginis
A partir do século XV
incrementa-se o culto mariano.
Carlos
Alberto Ferreira de Almeida
Carlos
Alberto Ferreira de Almeida
Nossa Senhora do Ó.
Capela de Nossa Senhora do Ó.
A devoção Mariana é
forte na cidade, com muitas igrejas e capelas dedicadas a diversas invocações
de Maria, a quem os portuenses denominam carinhosamente de "Senhora".
A “Senhora da Silva”
datará de meados do século XVI, uma época em que se principiam a valorizar,
grandemente, as origens nacionais.
Senhora da Silva, Sé
do Porto
Lenda
D. Mafalda recolhe
entre as silvas uma escultura representando Nossa Senhora que se encontrava
escondida, desde o tempo em que os mouros haviam ocupado a povoação.
Este achado era um
sinal divino da sacralidade do lugar, indicativo do sítio ideal para construir
a catedral.
Senhora da Silva, Rua
dos Caldeireiros
Nossa Senhora da
Vandoma, Senhora do Porto ou Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação
Nossa Senhora da
Vandoma, Sé Catedral do Porto, Wikipédia
A devoção tem a sua origem na "Armada dos Gascões“,
cerca de 990.
Cerca de 990, cavaleiros Gascões auxiliaram a combater os
mouros que dominavam a região do Porto.
Entre os Gascões encontrava-se Dom Nónego (Ènego
Viegas), bispo de Vendôme e,
posteriormente bispo do Porto que
trouxera consigo uma cópia da imagem de Nossa da Catedral de Vendôme.
Após a vitória, a imagem foi colocada num nicho, numa das
portas da cidade.
Em 1855 foi retirada do nicho e levada para a Sé Catedral,
quando o arco e as casas contíguas foram demolidas.
Contudo, só em 1984
foi colocada onde hoje se encontra.
Igreja das Taipas –
N. Senhora da Vandoma
Desde o século XVI que a imagem de Nossa Senhora de Vandoma
está representada nas armas da Cidade, ladeada de duas torres e, desde agosto
de 1981 foi considerada como sua
padroeira.
Figuras do
Natal
S. José
Desde o início do cristianismo, S. José é retratado e celebrado. (26/27 de Dezembro),
especialmente no Oriente e Egito.
A partir do século IX é referido como Nutritor Domini
(Educador/Guardião do Senhor).
A partir do século X, passa a ser celebrado a 19 de Março,
no ocidente.
Evolução Iconográfica
Na Idade Média, José
é retratado com o Menino Jesus, como um homem mais velho, guardião da Sagrada
Família, com um cajado ou uma ferramenta de carpinteiro, a simbolizar o seu ofício.
No período pós-Concílio de Trento, desenvolve-se a devoção a
São José, tornando-se popular na arte.
Livre d’heures de
Béatrice de Rieux – La Nativité. 1390.
Sonho de José (Mateus
1:18-25)
Século XIII. Mosaico
no Batistério de São João, em Florença
Casamento da Virgem Maria. Livro de Horas de Giangaleazzo
Visconti, c. 1380. Por Giovanni de’Grassi.
Textos Apócrifos: A Lenda Dourada (século XIV) e
outros escritos apócrifos referem o casamento, como o sorteio das varas para
determinar com quem Maria casaria. https://tendimag.com/tag/sao-jose/
Bernardo Daddi. Casamento da Virgem. Políptico de San
Pancrazio. 1335-40.
Cada homem tem uma vara que alguns parecem querer partir. A
de S. José tem uma pomba, sinal que lhe foi dado para casar com Maria.
I
Igreja de S. José das Taipas
José recebeu a vara em último lugar. E logo uma pomba levantou
voo da sua vara, pousando na sua cabeça. Então o padre proclamou: “José, José,
tu és o eleito, és tu quem tomará conta da virgem do Senhor”
Pintura da Igreja das Taipas
S. José no retábulo mor da Igreja de S. José das Taipas
S. José na Igreja das Carmelitas
Igrejas das Carmelitas: São José, Santa Teresa de Jesus e de Nossa Senhora do Carmo ao centro.
S. José, Carmelitas S. José,
Carmelitas, interior
Figuras do
Natal
Menino Jesus
Menino Jesus – Igreja de S. José das Taipas
Menino Jesus – Igreja de S. José das Taipas
As representações do Menino Jesus evidenciam:
a infância
Paixão (pintassilgo, cardo de cristo, vermelho)
Salvador do mundo: globo que carrega e redime, cordeiro,
cruz, lanças, uvas, auréola, a mão em bênção, por vezes pisando uma serpente.
a sua Mãe.
a dedicação de santos como António, S. Cristóvão, outros.
São João Batista, primo de Jesus a quem batizou, no rio
Jordão é representado tanto adulto como criança, muitas vezes a brincar com
Ele.
Nesta escultura, João tem os seus atributos iconográficos,
como o Cordeiro Divino e vestes de pele de carneiro. Abraça o primo
carinhosamente e tem o olhar voltado para a pomba que Jesus carrega na mão.
Menino Jesus
de Praga
O Menino Jesus de Praga é venerado na Igreja de Nossa
Senhora da Vitória, em Praga, República
Checa.
A imagem terá sido esculpida no século XVI na Espanha, num
mosteiro entre Córdoba e Sevilha, como uma cópia de uma outra estátua do local.
Santa Teresa de Ávila tê-la-ia vestido.
Foi adquirida por D. Isabela Manrique de Lara y Mendoza, que
a incluiu no dote de casamento da sua filha Maria Manrique de Lara, quando esta
desposou o nobre checo Vojtech de Pernstejn.
Mais tarde a imagem volta a ser incluída por Maria Manrique,
como dote de casamento, a sua filha Polyxena que casou-se com Vilem de
Rozumberk.
Polyxena acaba por doar a imagem aos Carmelitas Descalços de
Praga.
Durante a Guerra dos 30 anos, em 1631, as tropas de Gustavo
Adolfo da Suécia saquearam os mosteiros da Cidade de Praga.
A imagem do Menino Jesus foi lançada num monte de entulho
atrás do altar onde permaneceu até ser reencontrada em 1637, com os braços
quebrados.
Depois de seu restauro voltou a receber a devoção dos fiéis
que lhe ofertam vestidos ricamente bordados, que são trocados ocasionalmente.
Foicoroada pelo Bispo de Praga em 1655.
A estatueta tem 47
cm de altura e é feita de cera, com um núcleo de madeira.
.
A devoção espalhou-se por todo o mundo
O Menino é cultuado como um rei divino e protetor.
Carrega o globo redimindo as dores do mundo – mão esquerda
Abençoa com a mão direita.
Devoção presente nos Carmelitas Descalços
Menino Jesus de Praga - Casa Fânzeres ( casa de conservação
e restauro)
Menino Jesus de Praga, Capela das Almas
A origem exata da estátua do Menino Jesus não é conhecida,
mas fontes históricas apontam para uma escultura de 48 cm do Santo Menino com
um pássaro na mão direita, atualmente localizado no mosteiro cisterciense de
Santa María de la Valbonna, Espanha, datada de cerca de 1340.
O Menino Jesus de Praga é comemorado tradicionalmente no dia
25 de cada mês, sendo em especial no dia 25 de dezembro, no Natal do Senhor.
Mas o seu dia de festa mundial é no primeiro domingo do mês de junho.
Menino Jesus
de Atocha
A devoção teve origem em Atocha, na Espanha, quando os
muçulmanos invadiram a região, cerca de 1200.
Lenda:
Quando foram proibidas as visitas aos prisioneiros, os
habitantes de Atocha viram um Menino vestido de peregrino, com uma vieira na
mão que transportava um cesto de alimentos e um recipiente de água, que nunca
se esgotavam.
Apesar do menino não parar de andar, não se cansava. Hoje é
costume oferecer sapatos ao Menino.
No estado mexicano de Zacatecas o menino é cultuado em
santuários como Fresnillo, onde se
encontra o Niño Azul e em Plateros, onde está o Santo Niño Rosa.
As estátuas do Menino estão vestidas com traje de peregrino,
com chapéu de abas, capa e uma vieira trajo de quem faz a peregrinação a
Compostela, onde se encontram as relíquias de São Tiago Maior. Transporta um
cesto de alimentos e um bastão de peregrino ao qual está presa uma cabaça para
água.
Menino Jesus
de Cebú
Segundo a tradição, um menino semelhante ao de Praga foi transportado por Fernão de Magalhães e
oferecido, em 1521, à rainha de Cebu.
Santo Niño
de Cebu
Na exposição do Museu de S. Roque, estiveram patentes, entre
outras peças, duas vestes, do século XIX, do “Santo Niño de Cebu”, um colete
frontal com tecido bordado a prata e ouro e enfeites de pedras preciosas, e uma
capa magna de veludo vermelho e pano de cetim, com fios costurados a ouro.
2021-22.
Lenda do
menino Jesus da Cartolinha
A lenda do Menino Jesus da Cartolinha remete para o ano de
1711, quando durante a Guerra de Sucessão Espanhola, o exército castelhano
invadiu e sitiou Miranda do Douro. Quando já não havia esperança o Menino
apareceu nas muralhas, como um fidalgo guerreiro a lutar contra os espanhóis o
que incentivou os portugueses a juntarem-se e conseguirem expulsar os
invasores.
Menino Jesus da Cartolinha, 2025
A imagem veste de acordo com a liturgia: de verde no tempo
comum; de roxo na Quaresma; de vermelho no dia de Pentecostes; de branco desde
o dia de Páscoa até ao dia de Corpo de Deus, e de 25 de dezembro até dia 13 de
janeiro.
Em sinal de devoção e carinho ao Menino Jesus da Cartolinha
são oferecidas peças de vestuário, como: camisas, meias, chapéus, equipamento
do Barcelona FC, um fato de comandante dos bombeiros, uma farda de tenente da
Guarda Nacional Republicana, entre muitos outros.
O Menino Jesus vestido de fidalgo está num altar da Catedral da Miranda do Douro.
No dia 6 de janeiro de cada ano é realizada a festa em honra
do Menino. O andor é decorado com toda a pompa, o menino vai vestido de capa de
honras em a procissão, sendo o andor com a imagem levado em ombros pelos
meninos mais pequeninos.
https://www.museuterrademiranda.gov.pt/concatedral/menino-jesus-cartolinha/
O Menino Jesus vestido de fidalgo está num altar da Catedral da Miranda do Douro.
No dia 6 de janeiro de cada ano é realizada a festa em honra
do Menino. O andor é decorado com toda a pompa, o menino vai vestido de capa de
honras em a procissão, sendo o andor com a imagem levado em ombros pelos
meninos mais pequeninos.
https://www.museuterrademiranda.gov.pt/concatedral/menino-jesus-cartolinha/
Figuras do Natal
O Presépio
As primeiras imagens que representam a Natividade foram
criadas em mosaicos no interior das igrejas e templos, remontando ao século VI.
Natividade de Jesus, na Basílica de Santa Maria em
Trastevere – século XIII
Foto: Pietro Cavallini, 2015
Adoração dos Magos - Mosaico da abside final do século XIII,
Igreja Santa Maria em Trastevere, Roma, Pietro Cavallini.
O presépio
de Francisco de Assis
Gruta de Greccio
Depois de uma viagem à Terra Santa, Francisco achou que
Greccio, pequena cidade a 70 km de Assis, era muito semelhante a Belém e
decidiu recriar ali o relato bíblico do Natal.
"Preparam-se o presépio, traz-se a palha, conduzem-se o
boi e o burro. Honra-se ali a simplicidade, exalta-se a pobreza, elogia-se a
humildade, e Greccio transforma-se quase em uma nova Belém“. Celano.
Giotto di Bondone
Na Idade Média, havia o costume de se fazerem representações
cénicas de textos sagrados de forma a passar a mensagem aos fiéis.
A manjedoura que serviu de berço a Jesus tornou-se o centro
de um altar portátil ali montado para a celebração da missa de Natal.
https://www.youtube.com/watch?v=YVk6V1QiHBU
"Os frades reúnem-se, a população acorre; a floresta
ressoa de vozes, e aquela venerável noite torna-se resplandecente de luzes,
solene e sonora de cânticos harmoniosos. (O homem de Deus) estava diante da
manjedoura, cheio de piedade, banhado em lágrimas, transbordando de alegria, e
a solene celebração da missa ocorre sobre a manjedoura, enquanto Francisco
entoa o Santo Evangelho“ Celano
“Na pregação fala sobre o nascimento do rei pobre, “ o
menino de Belém”.
João di Greccio, afirmou ter visto, dentro da manjedoura, um
lindo bébé adormecido que abraçado por Francisco, parecia acordar do
sono". Boaventura da Bagnoregio (1217-1274).
Giotto di Bondone
Presépio da Igreja das Taipas
Os quatro reis magos que representam os quatro continentes
Pai Natal
As lendas referentes ao bispo S. Nicolau que viveu na cidade
de Myra, na Turquia, no século IV, inspiraram o Pai Natal.
Essas lendas vincam a generosidade deste bispo. Uma delas
refere a doação de três dotes a três jovens pobres para que pudessem casar.
Porto –
Igreja de S. Nicolau
S. Nicolau chega à Holanda a 6 de Novembro.
Pensa-se que o Sinterklass – vive em Espanha, na cidade de
Bilbao e que se desloca montado num cavalo branco acompanhado por um pajem, o
Zwarte Piet (Pedro Preto).
Zwarte Piet prepara os presentes durante todo o ano e aponta
num livro vermelho as boas e más ações de cada um a fim de recompensar ou
castigar segundo o merecimento de cada
um.
Do holandês Sinterklaas nos Estados Unidos, vulgarizou-se a
expressão Sint Nikolaas, sobretudo numa
Nova Iorque que antes era denominada Nova Amesterdão.
A figura atual
do Pai Natal, foi obra do cartoonista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys,
em 1881.
O seu aspecto foi influenciado pelo poema do norte-americano
Clement Moore escrito em 1822 intitulado «Uma Visita de São Nicolau» "A
Visit from St. Nicholas" (também denominado) "The Night Before
Christmas" e "'Twas the Night Before Christmas"no qual
substituía a mitra pelo boné, o báculo pelo saco e o burro por oito renas.
Em toda a casa
nenhuma criatura mexia, nem mesmo um rato;
As meias tinham sido penduradas na
chaminé com todo o cuidado,
na esperança de que S. Nicolau chegasse depressa;
As crianças estavam a aconchegar-se nas suas camas,
enquanto visões de bombons dançavam nas
suas cabeças;
A mãe envolta no seu toucado e eu com
o meu boné,
estávamos preparados para uma ligeira soneca,
quando se ouviu
vindo de fora um tal ruído,
que eu pulei da cama para ver o que era.
Num
instante, estava junto da janela que se abriu de repente mostrando-me a lua no coração da neve que caía
semelhando um lustre que iluminava pequenos objectos que surgiam
deslumbrantes:
um trenó em miniatura, e oito renas minúsculas,
conduzidas por um pequeno motorista tão
velho, tão vivo e tão rápido, que logo me apercebi tratar-se de São Nicolau
(…) Como os seus olhos cintilavam! As suas covinhas brilhavam com
alegria!
(…)
As suas
bochechas pareciam rosas e o nariz uma cereja!
A pequena boca divertida voltava-se para cima como um arco
E a barba do queixo era tão branca quanto a neve;
“Tinha um rosto largo e uma barriga
pequena e redonda,
Que balançava quando ria,
como uma tigela cheia de gelatina,
Era bochechudo e rechonchudo,
um bom e alegre velho gnomo,
E eu ri quando o vi,
apesar da minha aparência".
Um piscar de olho e uma torção da sua cabeça
Logo me fez perceber que não tinha nada a temer;
Não disse uma palavra, mas foi directamente para o seu trabalho,
E encheu todas as meias.
Depois colocou enrolando o dedo junto do nariz
Fez um aceno, para cima subindo pela chaminé
Quando entrou no trenó deu um apito,
E lá foram voando,
Mas eu ouvi-o exclamar, antes de desaparecer
Natal feliz para todos, e para todos uma boa noite.
Nos anos 30 do século XX, a Coca-Cola contratou um
publicitário para criar a imagem da marca para a campanha de Inverno. As cores
da empresa ficaram associadas para sempre à figura do Pai Natal: o vermelho e o
branco.
Janeiras portuenses
Viva o dono desta casa
Raminho de salsa crua
Que quando chega à janela
Alumeia toda a rua.
Viemos a esta cidade
Comprar um grande motor
Para fazermos trabalhar
O nosso compadre regedor
Troupe dos Falsificadores de Vinho, 1907
Grupo de Protesto
Se assim continua
Tão dura atuação
Bem teremos que mandar
Essa lei * par o Fundão
* Lei dos despejos de João Franco
Enterrada ela seja
Com todas as honrarias
Onde nunca mais se veja
Nem o auctor dos seus dias
Coro:
Porém protestantes, com muita firmeza
E sem mais conversa, fazemos chinfrim
Queremos jogo franco e cartas na mesa
E essa lei infame há-de ter mau fim.
Por menos Luís XVI
Foi morrer à guilhotina
Porque em França há lampiões
E aqui só lamparinas
Coro
Viva a lista da cidade
E honra aos vereadores
Vivam os quatro deputados
Boas noites meus senhores
( a lista da cidade designa a última vereação monárquica
eleita para a Câmara do Porto)
Troupe Luz do Público
Troupe da Cordoaria
Foram-se os velhos embora
Que esses já tinham gogo.
Entrou agora uma nova
P´ra punir cá p´lo Zé Povo
Subiram de lá os velhos
Esses encheram a pança
Foi bem entregue a limpeza
Ao Cunha da Confiança
Bibliografia:
https://www.basilicadeatocha.es/noticia/solemnidad-santo-nino-de-atocha/
https://villafinale.wordpress.com/2016/03/30/the-story-of-the-holy-child-of-atocha/
página
http://www.revistaohun.ufba.br/Microsoft_Word_-_Maria_Helena_Flexor_IMAGENS_DE_ROCA_E_DE_VESTIR_NA_BAHIA.pdf
https://velhariasdoluis.blogspot.com/2009/10/santos-de-roca-ou-imagens-de-vestir.html
https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/9839/2/Edjane2.pdf
https://museusaoroque.scml.pt/exposicoes/o-menino-jesus-de-cebu
https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/9839/2/Edjane2.pdf
https://www.museuterrademiranda.gov.pt/concatedral/menino-jesus-cartolinha/
https://portojofotos.blogspot.com
https://www.timeout.pt/porto/pt/noticias/o-presepio-mais-antigo-do-porto-ja-pode-ser-visitado-121620
Almeida, Carlos Alberto Ferreira, O Culto de Nossa
Senhora no Porto
Hélder Pacheco, Porto o Livro do Natal, Edições
Afrontamento
Rebelo da Costa, Descrição Topográfica e Histórica da
Cidade do Porto