quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Iconografia do Natal

 

 

http://ceticismo.files.wordpress.com/2007/04/deussol.jpg

 

Na Antiguidade, os mitos solares celebravam o nascimento do deus Sol no solstício de Inverno, quando os dias começam a crescer.

      Os egípcios levavam ramos de palmeiras para dentro de casa, no dia mais curto do ano, em Dezembro, como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte. 

          No solstício de Inverno, celebravam o nascimento de Hórus, deus do céu, do sol nascente e da realeza.
O olho de Hórus simboliza a renovação, luz, poder e realeza.

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      Os romanos celebravam, nesta altura, o deus Saturno, ligado à terra, à abundância e à renovação periódica, com bebidas e comidas abundantes.

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       A celebração cristã do Natal só foi iniciada no século IV quando o Papa Júlio I proclamou o dia 25 de Dezembro como o do nascimento de Jesus.

 

Figuras do Natal
Senhora ou Nossa Senhora

As primeiras representações de Nossa Senhora na Igreja Católica surgiram nas catacumbas de Roma, no século II.

Maria com o Menino Jesus (Catacumba de Priscila)

Após o Édito de Milão (313 d.C.), a arte mariana floresceu na estatuária e sobretudo pintura. Igrejas como Santa Maria Maior e Santa Maria em Trastevere (século V) são exemplo.

A partir do século XVI, proliferam as imagens de vestir ou de roca, assim como os locais de A partir do século XVI, proliferam as imagens de vestir ou de roca, assim como os locais de culto mariano.

http://www.revistaohun.ufba.br/Microsoft_Word_-_Maria_Helena_Flexor_IMAGENS_DE_ROCA_E_DE_VESTIR_NA_BAHIA.pdf

Segundo as Memórias Paroquiais de 1758 era de vestidos a primeira imagem da padroeira da igreja da Senhora da Vitória, a qual foi arrumada na sacristia quando se fez imagem nova. Mas os devotos eram tantos que o pároco se obrigou a repô-la num altar lateral do templo.

https://portojofotos.blogspot.com/2010/09/43-igreja-de-nossa-senhora-da-vitoria.html

Culto de Nossa Senhora no Porto
Civitas Virginis

A partir do século XV incrementa-se o culto mariano.

                                                                                    Carlos Alberto Ferreira de Almeida



                                                                                    Carlos Alberto Ferreira de Almeida

Nossa Senhora do Ó. Capela de Nossa Senhora do Ó.

A devoção Mariana é forte na cidade, com muitas igrejas e capelas dedicadas a diversas invocações de Maria, a quem os portuenses denominam carinhosamente de  "Senhora".

A “Senhora da Silva” datará de meados do século XVI, uma época em que se principiam a valorizar, grandemente, as origens nacionais.

Senhora da Silva, Sé do Porto

Lenda

D. Mafalda recolhe entre as silvas uma escultura representando Nossa Senhora que se encontrava escondida, desde o tempo em que os mouros haviam ocupado a povoação.

Este achado era um sinal divino da sacralidade do lugar, indicativo do sítio ideal para construir a catedral.

Senhora da Silva, Rua dos Caldeireiros

Nossa Senhora da Vandoma, Senhora do Porto ou Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação

Nossa Senhora da Vandoma, Sé Catedral do Porto, Wikipédia

A devoção tem a sua origem na "Armada dos Gascões“, cerca de 990. 

Cerca de 990, cavaleiros Gascões auxiliaram a combater os mouros que dominavam a região do Porto.

Entre os Gascões encontrava-se Dom Nónego (Ènego Viegas),  bispo de Vendôme e, posteriormente bispo do Porto que  trouxera consigo uma cópia da imagem de Nossa da Catedral de Vendôme.

 

Após a vitória, a imagem foi colocada num nicho, numa das portas da cidade.

Em 1855 foi retirada do nicho e levada para a Sé Catedral, quando o arco e as casas contíguas foram demolidas.

 

 Contudo, só em 1984 foi colocada onde hoje se encontra.

Igreja das Taipas – N. Senhora da Vandoma

Desde o século XVI que a imagem de Nossa Senhora de Vandoma está representada nas armas da Cidade, ladeada de duas torres e, desde agosto de 1981 foi considerada  como sua padroeira. 

 

Figuras do Natal
S. José

 

Desde o início do cristianismo, S. José  é retratado e celebrado. (26/27 de Dezembro), especialmente no Oriente e Egito.

A partir do século IX é referido como Nutritor Domini (Educador/Guardião do Senhor). 

A partir do século X, passa a ser celebrado a 19 de Março, no ocidente. 

 

 

Evolução Iconográfica

Na Idade Média,  José é retratado com o Menino Jesus, como um homem mais velho, guardião da Sagrada Família, com um cajado ou uma ferramenta de carpinteiro, a  simbolizar o seu ofício.

 

No período pós-Concílio de Trento, desenvolve-se a devoção a São José, tornando-se popular na arte.

Livre d’heures de Béatrice de Rieux – La Nativité. 1390.

Sonho de José (Mateus 1:18-25)

Século XIII. Mosaico no Batistério de São João, em Florença

Casamento da Virgem Maria. Livro de Horas de Giangaleazzo Visconti, c. 1380. Por Giovanni de’Grassi.

Textos Apócrifos: A Lenda Dourada (século XIV) e outros escritos apócrifos referem o casamento, como o sorteio das varas para determinar com quem Maria casaria. https://tendimag.com/tag/sao-jose/

Bernardo Daddi. Casamento da Virgem. Políptico de San Pancrazio. 1335-40.

Cada homem tem uma vara que alguns parecem querer partir. A de S. José tem uma pomba, sinal que lhe foi dado para casar com Maria.

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Igreja de S. José das Taipas

José recebeu a vara em último lugar. E logo uma pomba levantou voo da sua vara, pousando na sua cabeça. Então o padre proclamou: “José, José, tu és o eleito, és tu quem tomará conta da virgem do Senhor”

 

Pintura da Igreja das Taipas

S. José no retábulo mor da Igreja de S. José das Taipas

S. José na Igreja das Carmelitas

 

Igrejas das Carmelitas: São José, Santa Teresa de Jesus  e de Nossa Senhora do Carmo ao centro.

 

 

 

S. José, Carmelitas                              S. José, Carmelitas, interior

 

 

 

Figuras do Natal
Menino Jesus

Menino Jesus – Igreja de S. José das Taipas

 

Menino Jesus – Igreja de S. José das Taipas

As representações do Menino Jesus evidenciam:

 

a infância

Paixão (pintassilgo, cardo de cristo, vermelho)

Salvador do mundo: globo que carrega e redime, cordeiro, cruz, lanças, uvas, auréola, a mão em bênção, por vezes pisando uma serpente.

 a sua Mãe.

a dedicação de santos como António, S. Cristóvão, outros.

São João Batista, primo de Jesus a quem batizou, no rio Jordão é representado tanto adulto como criança, muitas vezes a brincar com Ele.

Nesta escultura, João tem os seus atributos iconográficos, como o Cordeiro Divino e vestes de pele de carneiro. Abraça o primo carinhosamente e tem o olhar voltado para a pomba que Jesus carrega na mão.

Menino Jesus de Praga

O Menino Jesus de Praga é venerado na Igreja de Nossa Senhora  da Vitória, em Praga, República Checa.

A imagem terá sido esculpida no século XVI na Espanha, num mosteiro entre Córdoba e Sevilha, como uma cópia de uma outra estátua do local. Santa Teresa de Ávila tê-la-ia vestido.

Foi adquirida por D. Isabela Manrique de Lara y Mendoza, que a incluiu no dote de casamento da sua filha Maria Manrique de Lara, quando esta desposou o nobre checo Vojtech de Pernstejn.

Mais tarde a imagem volta a ser incluída por Maria Manrique, como dote de casamento, a sua filha Polyxena que casou-se com Vilem de Rozumberk.

 

Polyxena acaba por doar a imagem aos Carmelitas Descalços de Praga. 

 

Durante a Guerra dos 30 anos, em 1631, as tropas de Gustavo Adolfo da Suécia saquearam os mosteiros da Cidade de Praga. 

A imagem do Menino Jesus foi lançada num monte de entulho atrás do altar onde permaneceu até ser reencontrada em 1637, com os braços quebrados.

Depois de seu restauro voltou a receber a devoção dos fiéis que lhe ofertam vestidos ricamente bordados, que são trocados ocasionalmente. Foicoroada pelo Bispo de Praga em 1655.

 

  A estatueta tem 47 cm de altura e é feita de cera, com um núcleo de madeira.

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A devoção espalhou-se por todo o mundo

 

O Menino é cultuado como um rei divino e protetor.

 

Carrega o globo redimindo as dores do mundo – mão esquerda

Abençoa com a mão direita.

 

Devoção presente nos Carmelitas Descalços

Menino Jesus de Praga - Casa Fânzeres ( casa de conservação e restauro)

Menino Jesus de Praga, Capela das Almas

A origem exata da estátua do Menino Jesus não é conhecida, mas fontes históricas apontam para uma escultura de 48 cm do Santo Menino com um pássaro na mão direita, atualmente localizado no mosteiro cisterciense de Santa María de la Valbonna, Espanha, datada de cerca de 1340.

O Menino Jesus de Praga é comemorado tradicionalmente no dia 25 de cada mês, sendo em especial no dia 25 de dezembro, no Natal do Senhor. Mas o seu dia de festa mundial é no primeiro domingo do mês de junho. 

 

Menino Jesus de Atocha

A devoção teve origem em Atocha, na Espanha, quando os muçulmanos invadiram a região, cerca de 1200.

Lenda:

Quando foram proibidas as visitas aos prisioneiros, os habitantes de Atocha viram um Menino vestido de peregrino, com uma vieira na mão que transportava um cesto de alimentos e um recipiente de água, que nunca se esgotavam. 

Apesar do menino não parar de andar, não se cansava. Hoje é costume oferecer sapatos ao Menino.

No estado mexicano de Zacatecas o menino é cultuado em santuários como  Fresnillo, onde se encontra o Niño Azul e em Plateros, onde está o Santo Niño Rosa.

As estátuas do Menino estão vestidas com traje de peregrino, com chapéu de abas, capa e uma vieira trajo de quem faz a peregrinação a Compostela, onde se encontram as relíquias de São Tiago Maior. Transporta um cesto de alimentos e um bastão de peregrino ao qual está presa uma cabaça para água.

Menino Jesus de Cebú

Segundo a tradição, um menino semelhante ao de Praga  foi transportado por Fernão de Magalhães e oferecido, em 1521, à rainha de Cebu.

Santo Niño de Cebu

Na exposição do Museu de S. Roque, estiveram patentes, entre outras peças, duas vestes, do século XIX, do “Santo Niño de Cebu”, um colete frontal com tecido bordado a prata e ouro e enfeites de pedras preciosas, e uma capa magna de veludo vermelho e pano de cetim, com fios costurados a ouro. 2021-22.

Lenda do menino Jesus da Cartolinha

A lenda do Menino Jesus da Cartolinha remete para o ano de 1711, quando durante a Guerra de Sucessão Espanhola, o exército castelhano invadiu e sitiou Miranda do Douro. Quando já não havia esperança o Menino apareceu nas muralhas, como um fidalgo guerreiro a lutar contra os espanhóis o que incentivou os portugueses a juntarem-se e conseguirem expulsar os invasores.

 

 Menino Jesus da Cartolinha, 2025

A imagem veste de acordo com a liturgia: de verde no tempo comum; de roxo na Quaresma; de vermelho no dia de Pentecostes; de branco desde o dia de Páscoa até ao dia de Corpo de Deus, e de 25 de dezembro até dia 13 de janeiro.

Em sinal de devoção e carinho ao Menino Jesus da Cartolinha são oferecidas peças de vestuário, como: camisas, meias, chapéus, equipamento do Barcelona FC, um fato de comandante dos bombeiros, uma farda de tenente da Guarda Nacional Republicana, entre muitos outros.

O Menino Jesus vestido de fidalgo está  num altar da Catedral da Miranda do Douro.

 

No dia 6 de janeiro de cada ano é realizada a festa em honra do Menino. O andor é decorado com toda a pompa, o menino vai vestido de capa de honras em a procissão, sendo o andor com a imagem levado em ombros pelos meninos mais pequeninos.

https://www.museuterrademiranda.gov.pt/concatedral/menino-jesus-cartolinha/

 

O Menino Jesus vestido de fidalgo está   num altar da Catedral da Miranda do Douro.

 

No dia 6 de janeiro de cada ano é realizada a festa em honra do Menino. O andor é decorado com toda a pompa, o menino vai vestido de capa de honras em a procissão, sendo o andor com a imagem levado em ombros pelos meninos mais pequeninos.

https://www.museuterrademiranda.gov.pt/concatedral/menino-jesus-cartolinha/

 

Figuras do Natal

O Presépio

 

As primeiras imagens que representam a Natividade foram criadas em mosaicos no interior das igrejas e templos, remontando ao século VI.

Natividade de Jesus, na Basílica de Santa Maria em Trastevere – século XIII

Foto: Pietro Cavallini, 2015

 

Adoração dos Magos - Mosaico da abside final do século XIII, Igreja Santa Maria em Trastevere, Roma, Pietro Cavallini.

 

O presépio de Francisco de Assis

                                                                      Gruta de Greccio

Depois de uma viagem à Terra Santa, Francisco achou que Greccio, pequena cidade a 70 km de Assis, era muito semelhante a Belém e decidiu recriar ali o relato bíblico do Natal.

"Preparam-se o presépio, traz-se a palha, conduzem-se o boi e o burro. Honra-se ali a simplicidade, exalta-se a pobreza, elogia-se a humildade, e Greccio transforma-se quase em uma nova Belém“. Celano.

Giotto di Bondone

Na Idade Média, havia o costume de se fazerem representações cénicas de textos sagrados de forma a passar a mensagem aos fiéis.

A manjedoura que serviu de berço a Jesus tornou-se o centro de um altar portátil ali montado para a celebração da missa de Natal.

https://www.youtube.com/watch?v=YVk6V1QiHBU

"Os frades reúnem-se, a população acorre; a floresta ressoa de vozes, e aquela venerável noite torna-se resplandecente de luzes, solene e sonora de cânticos harmoniosos. (O homem de Deus) estava diante da manjedoura, cheio de piedade, banhado em lágrimas, transbordando de alegria, e a solene celebração da missa ocorre sobre a manjedoura, enquanto Francisco entoa o Santo Evangelho“ Celano

“Na pregação fala sobre o nascimento do rei pobre, “ o menino de Belém”.

João di Greccio, afirmou ter visto, dentro da manjedoura, um lindo bébé adormecido que abraçado por Francisco, parecia acordar do sono". Boaventura da Bagnoregio (1217-1274).

Giotto di Bondone

Presépio da Igreja das Taipas

Os quatro reis magos que representam os quatro continentes

 

Pai Natal

As lendas referentes ao bispo S. Nicolau que viveu na cidade de Myra, na Turquia, no século IV, inspiraram o Pai Natal.

 

Essas lendas vincam a generosidade deste bispo. Uma delas refere a doação de três dotes a três jovens pobres para que pudessem casar.

                                   Porto – Igreja de S. Nicolau

 

S. Nicolau chega à Holanda a 6 de Novembro.

Pensa-se que o Sinterklass – vive em Espanha, na cidade de Bilbao e que se desloca montado num cavalo branco acompanhado por um pajem, o Zwarte Piet  (Pedro Preto).

Zwarte Piet prepara os presentes durante todo o ano e aponta num livro vermelho as boas e más ações de cada um a fim de recompensar ou castigar  segundo o merecimento de cada um.

Do holandês Sinterklaas nos Estados Unidos, vulgarizou-se a expressão Sint Nikolaas,  sobretudo numa Nova Iorque que antes era denominada Nova Amesterdão.

      A figura atual do Pai Natal, foi obra do cartoonista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1881.

O seu aspecto foi influenciado pelo poema do norte-americano Clement Moore escrito em 1822 intitulado «Uma Visita de São Nicolau» "A Visit from St. Nicholas" (também denominado) "The Night Before Christmas" e "'Twas the Night Before Christmas"no qual substituía a mitra pelo boné, o báculo pelo saco e o burro por oito renas.

Sample Poem Text and Graphics, Click to see more detail.Sample Poem Text and Graphics, Click to see more detail.

 

Em toda a casa
nenhuma criatura mexia, nem mesmo um rato;
As meias tinham sido  penduradas na chaminé com todo o cuidado,
na esperança de que S. Nicolau chegasse depressa;
As crianças estavam a  aconchegar-se nas suas camas,
enquanto visões de bombons  dançavam nas suas cabeças;
A mãe  envolta no seu toucado e eu com o  meu boné,
estávamos preparados para uma ligeira soneca,

     quando se ouviu vindo de fora um tal ruído,
 que eu pulei da cama para ver o que era.


Num instante, estava junto da janela que se abriu de repente mostrando-me  a lua no coração da neve que caía
semelhando um  lustre que iluminava  pequenos objectos que surgiam deslumbrantes: 
um trenó em miniatura, e oito renas minúsculas,
conduzidas por um  pequeno motorista tão velho, tão vivo e tão rápido, que logo me apercebi tratar-se de São Nicolau

 

  (…) Como os seus olhos cintilavam! As suas covinhas brilhavam com alegria!

(…)
 As suas  bochechas pareciam rosas e o nariz uma cereja!
A pequena boca divertida voltava-se para cima como um arco
E a barba do queixo era tão branca quanto a neve;

 

“Tinha um rosto largo e uma barriga pequena e redonda,
Que balançava quando ria,
como uma tigela cheia de gelatina,
Era bochechudo e rechonchudo,
um bom e alegre velho gnomo,
E eu ri quando o vi,
apesar da minha aparência".

 

    Um piscar de olho e uma torção da sua cabeça
Logo me fez perceber que não tinha nada a temer;
Não disse uma palavra, mas foi directamente para o seu trabalho,
E encheu todas as meias.

    Depois colocou enrolando o dedo junto do nariz

    Fez um aceno, para cima subindo pela chaminé

    Quando entrou no trenó deu um apito,
E lá foram voando,
Mas eu ouvi-o exclamar, antes de desaparecer

    Natal feliz para todos, e para todos uma boa noite.

 

Nos anos 30 do século XX, a Coca-Cola contratou um publicitário para criar a imagem da marca para a campanha de Inverno. As cores da empresa ficaram associadas para sempre à figura do Pai Natal: o vermelho e o branco.

Janeiras portuenses

Viva o dono desta casa

Raminho de salsa crua

Que quando chega à janela

Alumeia toda a rua.

 

Viemos a esta cidade

Comprar um grande motor

Para fazermos trabalhar

O nosso compadre regedor

 

Troupe dos Falsificadores de Vinho, 1907

 

Grupo de Protesto

Se assim continua

Tão dura atuação

Bem teremos que mandar

Essa lei * par o Fundão

 

 

* Lei dos despejos de João Franco

 

Enterrada ela seja

Com todas as honrarias

Onde nunca mais se veja

Nem o auctor dos seus dias

 

Coro:

Porém protestantes, com muita firmeza

E sem mais conversa, fazemos chinfrim

Queremos jogo franco e cartas na mesa

E essa lei infame há-de ter mau fim.

 

Por menos Luís XVI

Foi morrer à guilhotina

Porque em França há lampiões

E aqui só lamparinas

 

Coro

Viva a lista da cidade

E honra aos vereadores

Vivam os quatro deputados

Boas noites meus senhores

 

( a lista da cidade designa a última vereação monárquica eleita para a Câmara do Porto)

                                                    Troupe Luz do Público

 

Troupe da Cordoaria

Foram-se os velhos embora

Que esses já tinham gogo.

Entrou agora uma nova

P´ra punir cá p´lo Zé Povo

 

Subiram de lá os velhos

Esses encheram a pança

Foi bem entregue a limpeza

Ao Cunha da Confiança

Bibliografia:

https://www.basilicadeatocha.es/noticia/solemnidad-santo-nino-de-atocha/

https://villafinale.wordpress.com/2016/03/30/the-story-of-the-holy-child-of-atocha/

página http://www.revistaohun.ufba.br/Microsoft_Word_-_Maria_Helena_Flexor_IMAGENS_DE_ROCA_E_DE_VESTIR_NA_BAHIA.pdf

https://velhariasdoluis.blogspot.com/2009/10/santos-de-roca-ou-imagens-de-vestir.html

https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/9839/2/Edjane2.pdf

https://museusaoroque.scml.pt/exposicoes/o-menino-jesus-de-cebu

https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/9839/2/Edjane2.pdf

https://www.museuterrademiranda.gov.pt/concatedral/menino-jesus-cartolinha/

https://portojofotos.blogspot.com

https://www.timeout.pt/porto/pt/noticias/o-presepio-mais-antigo-do-porto-ja-pode-ser-visitado-121620

https://sicnoticias.pt/pais/2021-12-21-Presepio-mais-antigo-do-Porto-resiste-ha-tres-seculos-f54d98e5

 

 

Almeida, Carlos Alberto Ferreira, O Culto de Nossa Senhora no Porto

Hélder Pacheco, Porto o Livro do Natal, Edições Afrontamento

Rebelo da Costa, Descrição Topográfica e Histórica da Cidade do Porto